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segunda-feira, 24 de março de 2014

encontro 29 - (marcia regina, 24 de março, segunda)

Falta tão pouco para chegar o dia de encontrar com o público, que agora as escolhas são mais assertivas. Infelizmente, não temos mais aquele tempo precioso dos devaneios que tanto acrescentam no processo. Agora é hora de afinar os detalhes finais do trabalho, que até agora tem uns 45 minutos de espetáculo construído, porém, falta trabalhar o final do espetáculo. Esse momento derradeiro dos detalhes está sendo extremamente importante para que o trabalho esteja coeso com aquilo que ele se propôs.

Um episódio triste no percurso essa semana fez a direção tomar outros rumos. A Eli Moura, uma das integrantes do elenco, fraturou o pé durante a passagem do espetáculo, o que acarretou a diretora inserir a Roberta Melo, assistência de direção, no lugar da Eli a um mês da estréia. Desde segunda-feira estamos dedicando os ensaios para inserir a Roberta, e também, para finalizar as marcações de coreografia e músicas.


Nessa reta final estamos passando o espetáculo todos os dias nos ensaios, tentado afinar e se apropriar ainda mais do trabalho, procurando repetir não no sentindo de fixação do passado, mas repetir como possibilidade de apropriar e somar com o novo que possa surgir durante experimentação.   

Sigamos o rio. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

encontro 18 - (marcia regina, 20 de fevereiro, quinta)

foto por Welder Rodrigues

Ensaios, ensaios, ensaios, três dias na semana. Apenas três! Só de pensar nisso me dar um desespero de capricorniana... tão poucos ensaios quando se precisa de mais tempo para maturar as descobertas e adensar as experiências do processo.  Mas nesse ínterim do tempo à gente se desapega e acredita nas potências que cada um pode dedicar ao trabalho.
Nessa quinta-feira passamos os vinte e poucos minutos do espetáculo até aqui levantado, alguns desacertos que fazem parte, mas no geral eu tive uma sensação boa da passagem, principalmente de uma concentração do coletivo.
Do início, “Não se espante minha gente”, onde o coro de candangos abre as portas para mostrar uma Brasília de alegria, mas também de tristezas, iniciamos a passagem, até chegar à ditadura, onde o trator da opressão destrói(uiu) os que na base de muito suor construíram essa cidade vermelha, de carne, osso e concreto.
O “Ra ta tá” a cada dia ganha mais um degrau no acerto, se é que existe um acerto certo... Percebemos que nos dias que estamos mais conectados (o grupo), as cenas acontecem. E essa conexão dos atores é primordial, já que o espetáculo é feito de um coro, que também como os candangos precisam empenhar muita energia pra erguer a construção.
Depois de ensaiar já com a perspectiva de intenção de uma apresentação, o ensaio pela primeira vez foi mais focado no trabalho de texto. E foi precioso ver os textos, ainda que precise de trabalho sobre eles. Cada texto com sua textura e símbolos, metáforas, sensações e cores preenchido pelos atores foi ganhando vida... ver um mesmo texto na boca de mais de um pessoa, trouxe uma diversidade de possibilidades de atuação. É rico perceber que qualquer um que pegar um texto para defender vai mostrar sua essência em cena. E é lindo perceber as diferenças dos atores, cada um com seu trabalho potente para contribuir.
Alguns textos já estão definidos, mais ainda faltam algumas escolhas para serem tomadas, e até a estreia muitas aventuras poderão nos chegar, e que assim seja, um risco no abismo.   Que seja doce o processo, que seja feito com amor e com dedicação em cada instâneo de compartilhamento. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

encontro 6 - (pedro mesquita, 23 de janeiro, quinta)

Hoje, o elenco estava quase completo. Só faltou o Lelê (que já tinha avisado)!!

Nara guiou um aquecimento conjunto em que trabalhamos alongamento, flexibilidade, força e resistência. Depois disso, mostramos pra Adriana 'João e o andaime'.

Com o desenho de cena aprovado pela diretora, continuamos a passar e passar e passar e repetir e repetir e repetir 'João e o andaime'. Com o cuidado de lembrar as marcas cinéticas, musicais e interpretativas e se atentando aos feedbacks dados a final da cena pela Adriana, Nara e Roberta. As quedas do final do música foram marcadas no espaço e na música pra facilitar a execução da cena.
Por fim, acabamos trabalhando só o 'João e o andaime', finalizamos as marcações e filmamos a cena.

Alguns pontos foram levantados em relação ao trabalho de ator/atriz como:

- ao receber um feedback, não justificar e sim solucionar em cena;
- trabalhar corpo, voz e atuação interligados;
- estar pronto para cumprir o seu e o do outro;
- ao perceber um erro, triplicar a atenção e não a tensão;
- a importância do registro escrito pra memorização de marcas;

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

encontro 5 - (marcia regina, 21 de janeiro, terça)

O quinto encontro, até parece um mês. 
Um mês em cinco dias. 
Duas músicas decoradas da peça, que aos poucos vamos dando vida, movimento, cor, respir a ç ã o.
Nessa terça trabalhamos mais uma vez o “João e o andaime” e o “Hino de Brasília”, na perspectiva tanto do movimento com a Nara Faria e da musicalidade com Matheus Ferrari.
No primeiro momento do ensaio a Nara conduziu um aquecimento que focava a resistência e o trabalho de tônus para as canções que necessitam de um trabalho maior de resistência dos atores.
No segundo momento o Matheus conduziu um aquecimento de voz, e depois a musicalidade e o ritmo com os atores marcando o tempo no corpo, como por exemplo, marcações nos pés e mãos.
Na terceira parte do ensaio com o corpo por inteiro aquecido, passamos o “João do andaime” e o “Hino de Brasília” com as provocações que a Nara, Matheus e a Roberta iam sugerindo ao elenco.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

encontro 4 - (jessica, 20 de janeiro, segunda)

A navegação ontem começou sem a capitã e alguns marujos. A Dinha não pôde comparecer, o Leandro viajou, a Tuti tinha compromisso e a Eli se enrolou com a vida de produção. O impacto é grande. Ainda mais quando se tem uma nova parceira a bordo - a preparadora corporal Nara Faria.

A noite começou com um alongamento mais exigente da Nara. Uma ótima maneira de nos mantermos disponíveis para o trabalho que viria logo em seguida com o aprendizado de ofertas diferenciadas de bases corporais aos colegas em suas subidas. Eu, particularmente, me diverti bastante!

Também aconteceu de nos aproximarmos mais da dificuldade de alinhar a disponibilidade física com a respiração e canto. Na cena do João, diante da experimentação que priorizava a construção de figuras corporais que se conectavam a composição textual da música como "subir", "na queda pendurado...", "voz que lá debaixo...", o canto ofegante se instaurava com mais facilidade. Fora este aspecto, creio que tenha sido interessante buscar outra alternativa além da marcha ininterrupta. 

A meu ver, um tópico válido para o dia de ontem é a confiança em si, no outro e na situação. Quando o receio em machucar e errar é grande, a insegurança toma conta e pode gerar acidentes. É preciso confiar e ir. Pisar no lugar. Colocar a força apropriada no corpo do(a) colega para o sustento. Olhar pra frente. Não levar a energia pra baixo olhando para o chão. Não se deixar dominar pelo medo da queda, do risco, porque acabará sendo isto que alimentará mais ainda o que se quer evitar.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

encontro 2 - (daniela diniz, 14 de janeiro, terça)

Segundo dia, primeiro dia.

Primeiro dia do Vinicius Santana, da Luisa Duprat, do Rafael Toscano e do Leandro Menezes. Primeiro dia do Mateus Ferrari e Marcelo Dal Col. Hoje também teve Dani Vasconcelos, produção e sol.

Depois das apresentações, o Mateus nos colocou para fazer o que ele mais gosta. Barulho!

Caminhada ritmada. Primeiro os pés, depois acrescentou as mãos. Tempos e contratempos. Sozinhos, juntos, em grupos. Depois, soma-se a voz. Cante, ande, marque o ritmo e sorria.

Como disse a Adriana, é uma brincadeira, não sofra. Mas a preocupação com os elementos faz com que volta e meia uma testa se enrugue ou uma cabeça balance em negação.

Mateus disse que a gente tem jeito. Risos e alívio.

Retomamos a marcha do hino de ontem, mas agora, com elenco completo, mais confiança no ritmo e a música [quase] decorada. Já caminhamos.

Ao final, todo mundo suado, pés mercados no piso e satisfeitos em estar ali.






segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

encontro 1 - (amanda cintra, 13 de janeiro, segunda)

Momento 1:
- Conversa de boas vindas
- Apresentação dos membros do grupo
- Convite a novos membros ao elenco

Momento 2:
- Caminhada pelo espaço. Encontro com o outro formando uma dupla
- Provocação: estabelecer comunicação corporal e verbal com sua dupla; expressar impressões pessoais sobre Brasília no momento do contato
- Manter uma dinâmica de rodízio entre as duplas
- Assumir uma consonância entre fala, corpo e música.

Momento 3:
- Marcha Hino de Brasília
- Treino da movimentação corporal em marcha junto a todos em forma de ‘cardume’
- Marcha coletiva, traçando ângulos retos ao longo do percurso
- Marcha individual para que o grupo contribua com a movimentação do outro.

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Em Brasília aprendi a ser sozinha em conjunto
- Quer ser sozinho comigo?
É aqui que eu trilho meu caminho, meu destino torto na cidade planejada
Eu escuto o vento, escuto o silêncio (entre as buzinas da comercial)
E fujo pra debaixo do bloco
Espero.