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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
eu queria ser rua numa noite
eu queria ser janela numa noite
uma janela que de dentro dela saíssem cores diversas
eu queria ser a goteira acumulada que cai de cima de uma parada de ônibus
eu queria ser a parada de ônibus que acolhe um choro
eu queria ser o banco que assenta o corpo
eu queria ser noite
uma noite em brasília.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
caminhar por brasília a noite é estar vestida da cidade, ou
seria o contrário?
a brasília que se apresenta à noite pede para que pessoas ocupem
seus espaços silenciosos.
pede para que os corpos habitem o eixão vazio, as
passarelas desertas.
tudo é tão grande que o corpo parece sumir na imensidão do
espaço de brasília.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
pensa na seca de brasília.
a seca já instalada cobre a cidade branca-vermelha.
pensa em caminhar nas ruas de brasília na seca de brasília.
agora pensa que a chuva se anuncia,
o vento sopra e vai entrando pelas janelas
as portas batem, as pessoas fecham as janelas,
as folhas invadem os blocos.
aí “eu” penso que bloco nenhum pode me cobrir num dia de
chuva.
ainda mais quando o paulo disse que a rua é a parte principal
da cidade. por marcia regina
Leminski; Toda Poesia - [quarenta clics em Curitiba; 1976].
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